quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Today is My Day...





























































A vida é uma coisa engraçada. Depois de passar tantos desafios e continuar vivo é uma dádiva de Deus. Muitos se foram por muito menos. Tenho a consciência dos riscos pelos quais passamos inerente da nossa profissão sem mudar o destino das coisas. Tive muitos colegas que mudaram seus destinos por uma razão ou outra, mas a vida continuou e cada qual seguiu seu caminho. E a minha continua firme e forte, apesar de alguns tropeços, algumas pedras no caminho. Nem sempre está tudo Visual/VFR. Existem muitas condições adversas/IMC em que somos medidos com provações, mas tudo passa e as coisas vão fluindo com tanta rapidez nesse terreno bastante irregular em que caminhamos cheio de esperanças. Confesso que tive dificuldades e não foram poucas, mas fui agraciado com muitas vitórias que nem mesmo consigo acreditar, principalmente quando só tinha uma fraca luz no fundo do poço. Com muito trabalho e dedicação consegui chegar ao dia de hoje(31/JAN/2012), quando acabo de ganhar um troféu de 58 anos de vida e 40 de aviação e me vejo tão realizado pelos amigos e familiares que essa vida maravilhosa me deu. Agradeço do fundo do coração todos os amigos que se lembraram do meu dia, mensagens recebidas poelo Fórum da ABUL (www.abul.com.br) , por e-mails diretos, por telefonemas e mensagens pelo celular. É isso que faz a gente seguir em frente. Não vou citar nomes para não pecar no esquecimento de algum, pois foram tantos. Quero que saibam que todos vocês moram no meu coração. Meu muito obrigado por fazer parte da vida de vocês. Desejo a todos boa sorte e bons vôos sempre. Alguns não conseguiram falar diretamente comigo, pois estava voando a serviço, tendo pernoitado em Uberlândia-MG/SBUL, também longe da família. Coisas da vida de aviador.
Foi muito grande a minha surpresa nesse final de semana que se passou quando amigos resolveram comemorar meu aniversário, já que a data correta, 31/JANEIRO, seria na terça-feira e estaria voando para Uberlândia-MG a serviço.
Arte dos amigos do coração, Paulinha Enoki & Mauro Moreira que reuniu amigos secretamente e marcou um churrasco que a meu ver seria o 22º Churrasco Experimental Hangar Delfi’s em Matão-SP/SDLY. No fim com direito a bolo e tudo mais, ganhei esse carinhoso presentão dos amigos.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Caçada fotográfica, PP-HPO pousando...




Nos anos 60, ainda não voava, mas já era sapo de Campo de Aviação. Onde tinha aviões eu estava. Naquela época com irrisórias maquinas fotográficas que eram minhas companheiras de trabalho como costumo dizer. Fiz alguns fragrantes da vida real cujo tema sempre foi os aviões que me cercavam. Vira e meche fuçando no fundo do baú, acabo sempre encontrando algo histórico e pitoresco, como pedaços de um tempo magnífico e maravilhoso que não volta mais. Feliz por ter registrado esses momentos em minha vida e hoje poder trazer a tona, graças à agilidade da internet moderna. Resgatar o passado é viver duplamente e assim sendo é bom recordar certos acontecimento marcantes.
Corriam os anos 60, quando num final de tarde resolvi ficar estrategicamente na cabeceira 06 do Campo de Aviação do Aero Clube de Jaboticabal-SP/SP, disposto a qualquer custo fotografar de perto aviões de treinamento, pousando e decolando, apesar do risco eminente dessa façanha. Vim quieto por meio do mato e deitei no chão no centro de aproximação da cabeceira que estava sendo utilizada para os pousos e decolagens. Naquele dia um tanto histórico para mim o garboso Paulistinha Neiva P-56 PP-HPO estava sendo voado pelo Cmte. Totó (Luiz Antonio Cheriche), o qual estava afinando seus pousos e decolagens com a aeronave naquele final de tarde sem vento e bastante ameno.
Logo na segunda aproximação pela 06 para toque na pista ele me viu e deve ter ficado morrendo de raiva em ver um garoto deitado ali, pois já havia passado raspando por mim no pouso anterior. E ele tinha toda razão de estar bravo, pois sabia do risco que eu estava correndo e ao mesmo tempo atrapalhando sua atenção. As fotos eu fiz, mas ganhei um grande Pito. Mal sabe ele que guardaria com todo carinho, durante todo esse tempo aquele troféu fruto de uma caçada fotográfica. Hoje os dois fragrantes da vida real estão ilustrando essa crônica. O tempo passou o Totó hoje é um dos meus grandes amigos, mas só vai lembrar-se desse acontecimento quando ver as fotos.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A MORTE DAS GALINHAS DO CMTE.GABRIEL REZENDE...


































Conheci o Gabriel Rezende (Gabriel José Rodrigues de Rezende Neto) e o Roberto França no ACJ- Aero Clube de Jaboticabal-SP os anos 60, quando rodeava o pessoal da aviação, tanto na sede social como no próprio Campo de Aviação. Todos que voavam ali eram meus ídolos. O Gabriel Rezende apesar de morar na Capital São Paulo, sempre teve avião e era além de amigo do Roberto França parente dele. Quando vinham para Jaboticabal-SP, nos final de tarde sempre se reuniam com outros pilotos do Aero Clube na casa de veraneio do Roberto, a qual ficava a alguns quarteirões de casa. Nunca desfizeram dos garotos que queriam voar e se encantavam com suas longas histórias aviatórias, apesar da nossa pouca idade. Acho que acreditavam na gente e nos nossos sonhos, pois com certeza já haviam sonhado em voar muitos anos antes. De famílias mais privilegiadas e por terem nascidos em berço de ouro como diziam os antigos, voavam sempre. Ah ! Como nós queríamos voar...
O Cmte. Gabriel vinha de avião, decolando do Campo de Marte em Sampa e pousava na sua Fazenda Cruzeiro no Município visinho de Guariba - SP, mas assim que resolvia as pendências e colocava a casa em dia na fazenda, decolava de lá e vinha para o seu paraíso, a "CIDADE DAS ROSAS", nossa querida Jaboticabal-SP, encontrar os amigos aviadores. Coisa chique hein em pleno anos 70....
O tempo foi passando nesse vai e vem e nos 70 consegui meu Brevet de Piloto Privado, minha primeira glória de uma luta iniciada na infância contra a vontade de um pai de um lado e o amor e ajuda incontável de uma mãe que não mediu esforço para propiciar o caminho dessa minha brilhante carreira, brigando com todos, com o tempo e com as suas necessidades. Meu pai nunca quis voar comigo, mas minha mãe voou e viu que sua labuta não foi em vão, afinal as mães compreendem os filhos. Ajudam, perdoam e dão as próprias vidas por eles. E a minha querida ELZA não foi diferente das verdadeiras mães que se orgulham dos seus filhos.
Como é o destino e como as coisas acontecem em nossas vidas. Acho que são Laços Eternos, coisas inexplicáveis.
Em 1978 comecei a voar para a extinta INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE FRUTAS em Matão-SP, que se transformou repentinamente na CENTRAL CITRUS, não vingou e sucumbiu rapidamente. Mas isso não vem ao caso, porque já deu para perceber que em dois anos, perdi o meu trabalho como Comandante de Aeronave. Nesse ínterim, durante os primeiros vôos que fiz para São Paulo-SP, Campo de Marte e Congonhas, tive certa dificuldade em dar partida quente na aeronave Cessna-210 L Centurion 1974, o PT-KFH. Numa dessas, estava no Campo de Marte/SBMT em frente ao Hangar J.P. Martins Aviação, quando de tanto dar bomba na ignição quase coloquei fogo na aeronave. Eis que senão aparece o MEU ANJO DA GUARDA para satisfação e alegria. Sabe quem apareceu para me auxiliar. Nada mais nada menos que o Cmte. Gabriel Rezende. Fiquei encantado, pois fazia anos que não nos víamos e ele feliz por me ver voando um Centurion em São Paulo. Naquela época ele tinha um Cessna-182 / 1973, o PT-INO, com o qual voava para a “City of Roses” e para sua Fazenda no Mato Grosso do Sul, na Serra da Bodoquena na região de Dourados-MS.
Com muita calma aliada a sua vasta experiência ajudou-me na partida e deu-me alguns bizus da operação da aeronave, aplicados e validos até hoje.
Inexplicavelmente assim as coisas aconteceram. Nunca consegui esquecer as suas virtudes e boa vontade que sempre imperaram nesses moços, Gabriel e Roberto França. O Roberto o que tinha de gordo tinha de simpatia e bondade. Onde estarão eles hoje não sei, mas deixaram uma grande lição de vida para mim e me ensinaram a ser como eles.
Bom a história é o seguinte: Num dia ensolarado de outubro de 1980, num final de tarde e fim de semana, habilitado PILOTO AGRICOLA, estava voando por sorte do destino um grande avião agrícola na época, o THRUSH SR-600 HP fabricado pela pioneira ROCKEWELL/USA. Executava serviços aeroagricolas nas culturas de cana de açúcar da USINA SÃO MARTINHO com base em Pradópolis-SP. Naquele dia inesquecível para nós dois, voando em área agrícola próxima a Fazenda Cruzeiro, vi o Gabriel Rezende pousando ali com seu Piper Corisco. Resolvi dar uma passagem baixa no pátio ao lado da pista em frente à casa da sede onde estava estaqueando sua aeronave. Como estava voando agrícola, ou seja, rasante sobre a cana não percebi a existência dos barracões da sua granja e passei com o arrojado motor radial de 9 cilindros e 600 HP a pleno, roncando com um trovão enfurecido. Após a passagem uma grande puxada, uma reversão nos pés, feito 180º uma nova passada e um tchau balançando as asas em fina coordenação. Lembro-me que era uma sexta-feira. No dia seguinte, sábado, apareceu o Gabriel Rezende no ACJ,onde nos finais de semana exercia a função de IPE- Instrutor de Pilotagem Elementar. Desceu do carro em frente ao velho hangar usado na instrução, com um enorme saco branco de linho e me entregou o presente com um grande sorriso por entre seu tradicional bigode. Disse:- Aqui estão algumas das minhas galinhas que você matou naquele rasante ontem lá na fazenda e já estão limpas. Você me deve as cervejas...
Quis me desculpar, mas ele era tão elegante além de ser um homem bem lapidado pela vida que só sorriu...
Entreguei as penosas para os saudosos Manduca e esposa Dnª Ruth que além de guarda-campo mantinham a Cantina do ACJ. A querida Ruth fritou, assou, fez sopa, cochinhas e serviu todos que estavam no Aero Clube, mas a cerveja ficou por conta de cada um
. Tenho uma divida muito grande com o Gabriel, pois nunca paguei as prometidas cervejas, mas degustei suas galinhas vários dias, inclusive algumas delas que levei para casa.
Cmte Gabriel Rezende, onde quer que esteja nesse momento, minha gratidão e meu reconhecimento pelo seu nobre ensinamento como homem de bem. Valeu muito ter te conhecido...Esteja certo, alguma coisa aprendi contigo...

Obs: O Gabriel Rezende acabou vendendo a Fazenda Cruzeiro, a qual hoje está transformada num mar de cana. Consegui encontrar nos meus arquivos pessoal um velho ROTAER, daquela época, onde se vê que o aeródromo da Fazenda Cruzeiro estava registrado até Agosto de 1982. Hoje não existe mais a pista, mas pelas imagens de satélite do Google Earth consegui localizar a propriedade.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Visitei a "MAF-Mission Aviation Fellowship"..........



















































Estive visitando a “MAF- WorldMission Aviation Fellowship” ( www.maf.org) durante a Feira de Oshkosh-2011 nos Estados Unidos e descobri mais uma entidade, a qual presta serviços comunitários de vôo gratuitamente nos Estados Unidos e no mundo, além das conhecidas entidades evangelicas que prestam serviços semelhantes. O que me chamou a atenção de longe foi o grande monomotor Cessna-207 vermelho e branco, transformado para prestação de serviço aeromédico. Esse tipo de avião aqui no Brasil, o PT-BKE, foi o primeiro grande monomotor que voei nos anos 70 junto com o Cmte. Rui de Marília-SP, depois de ter me brevetado em Paulistinha P-56, com o qual ele me ensinou a operar navegando pelo ADF bem como a utilizar o rádio na comunicação. Nunca mais vi essa aeronave, mas sempre guardei boas recordações dela e do meu amigo Rui Pereira que havia sido pára-quedista como eu. Ele em Limeira-SP no CPL e eu em Jaboticabal-SP no CPJ. A organização MAF estava ali na Feira de Aviação de Oshkosh-2011 e um piloto da entidade que estava expondo a aeronave me explicou algumas coisas, que deram para entender mesmo com o meu Inglês muito ruim: A missão da “MAF- Missão de Aviação Companheiros da Amizade”, é que todas as pessoas tenham acesso ao Evangelho, pois são Missionários do amor em Jesus Cristo, levando através da aviação não só a religião, mas dando suporte técnico em suas missões de transporte e ajuda aos menos favorecidos pela sorte, compartilhando as pessoas isoladas com serviços humanitários, servindo também organizações governamentais em locais remotos em todo o mundo. Emprega pilotos altamente treinado para essas missões, muitas vezes em remotas pistas na selva, operando aeronaves compatíveis e eficientes em lugares que só o avião consegue chegar com rapidez e eficiência. Serve pessoas que lidam com desafios devido ao isolamento em regiões como África, Ásia e da América Latina, fornecendo o suporte da sua aviação de ponta, comunicação e aprendizagem de serviços de tecnologia. São doações da MAF também o Evangelismo e o valor da Igreja nas comunidades, levando inclusive assistência médica e odontológica, contribuindo também no auxilio a desastres e catástrofes bem como, desenvolvendo treinamento e desenvolvimento cultural dos Povos Indígenas, através da palavra de Deus. A MAF conta também com doadores generosos e contribuintes, que são parceiros muitas vezes anonimos, os quais ajudam a entidade manter seu Sonho Vivo e tornar possível a continuidade do seu trabalho.Em todo o mundo está presente. A MAF NetworkMAF-EUA está sediada em Nampa, Idaho e opera em 14 países com uma frota de 58 aviões de apoiar os esforços de mais de 600 organizações cristãs e alívio, trabalhando para difundir o Evangelho e melhorar a vida de pessoas isoladas.
Os missionários da MAF-EUA, além da família mundial de entidades MAF servem um total combinado de 32 países com uma frota de 142 aviões, permitindo o trabalho de cerca de 1.500 igrejas, organizações de saúde, agências humanitárias, grupos de desenvolvimento, agências governamentais e organizações missionárias, entre outras .
A Mission Aviation Fellowship opera uma frota global de mais de 140 aeronaves capazes de decolar e pousar em pistas de pouso curtas, precárias, sendo um robusto canal para trazer esperança e cura para algumas das pessoas mais isoladas do mundo. Com uma frota de 58 aviões, a MAF nos EUA é uma parte significativa deste esforço.
Vôos MAF apoiam os trabalhadores cristãos, evangelistas, professores, pessoal médico, e os trabalhadores humanitários. A MAF também transporta alimentos em seus aviões, sementes para cultivo de lavouras e gado. Entrega Bíblias e materiais cristãos, transportando os doentes e feridos, levando os médicos nas comunidades, remédios e suprimentos de emergência. A sua essência é transportar os materiais para uma vida melhor, para as pessoas que precisam dele, onde a maioria das pessoas ou outras não podem chegar .
MAF e seus aviões são muitas vezes o único meio seguro, rápido e confiável de transporte para aqueles envolvidos no ministério religioso e da fé. Em regiões sem estradas trafegáveis, a MAF normalmente pode reduzir a caminhada de um missionário todos os dias a pé para um voo de 20 minutos apenas.
O Cessna 206 compreende a maior parte da frota MAF-US. Eles também voam Cessna 208 Caravans, Quest Kodiaks, e outras aeronaves.
Frota de aeronaves da Família MAF global das organizações:
Cessna 206 :59 unidades.

Cessna-207: 3 unidades.
Cessna 208 e 208B :27unidades
GA8 Airvan: 16 unidades.
Busca KODIAK: 6 unidades.
Cessna 172: 6 unidades.
Cessna 182: 4 unidades.