Nasci e vivi em Jaboticabal-SP, cidade interiorana a 310 Km da capital até 1.972, quando parti para o mundo da aviação. Cidade de muitos títulos conquistados, CIDADE DAS ROSAS, ATHENAS PAULISTA, CIDADE DA MUSICA, de lindas mulheres e grandes homens de paletó e chapéu que brilharam no seu tempo. Vivi ali os áureos ANOS DOURADOS da minha adolescência e da minha juventude. Recordo-me dos fins de semana que com os amigos íamos para a Praça da Matriz, onde o coreto estava sempre animado após a missa na Catedral, com as meninas passeando de mãos ou braços dados, circulando ao redor da Fonte Luminosa ao som de musicas românticas e contagiantes cheias de amor. Acompanhando a dança das águas coloridas que saiam dos chafarizes encantando com seus bailados ao sabor do vento o pôr do sol invadindo a noite dos coqueiros e frondosas arvores pelos jardins semi-iluminados com tímidas lâmpadas. Escondendo dezenas de bancos de cimento, onde após nossas conquistas íamos sentar e conversar com as meninas puras. Pegar na mão era uma façanha, um beijo então era uma ousada aventura. Algumas mais livres desses encantos passeavam pelas sinuosas calçadas que pareciam mosaicos de pedras do grande jardim, na maior pureza e simplicidade. Algumas vinham dos sítios e fazendas, outras da cidade, onde todos nós éramos iguais naqueles anos 60 da nossa bonita juventude e da Jovem Guarda com musicas encantadoras a todos os corações.
Bons tempos àqueles que não voltam mais. Das matines de domingo nos cinemas Politheama e Municipal com películas de 16 milímetros em rolos com interrupção para uma boa pipoca, amendoim, paçoquinha, guaraná, balas paulistinha e chita. Tempos dos verdadeiros seriados que empolgava a todos e nos anos 70 com a inauguração do Cine Rivoli com filmes épicos inesquecíveis como Mary Poppins e outros.
Meus pais eram dos anos 50 e freqüentavam o Café Piemonte, o Bar do Perillo, a Sorveteria Íris, o Progredior dos Travaines, a Petisqueira, a Biondina, o Bar do Zé Japonês, a padaria Valenti e a Luso Brasileira, o Armentanno. Saudades do Bar do Agostinho que servia 24 horas o mais tradicional sanduíche de Bauru da cidade, do Atlético, do Clube Jaboticabal, da Mascagnni, do Lafranchi e tantos outros locais que hoje já não existem mais na cidade. Eles me falavam de um Cine Paratodos onde se conheceram e até chegaram a me mostrar onde ficava, mas a cidade acanhada como todas foram crescendo e se transformou para acompanhar o progresso das novas gerações em tempo moderno, onde a correria da vida, as batalhas do cotidiano, a luta do emprego e as novas conquistas deixaram o sabor simples da vida calma e tranqüila para enfrentar a agitação. O conjunto Os Bolsistas brilhavam com suas musicas da época e ainda continuam vivos no meu pensamento.Nas noites de sábado e domingo além das sessões de cinema, tudo terminava numa gostosa brincadeira dançante ao som de longplays, os bolachões de vinil girando nas terríveis sonatas em algum lar escolhido entre os amigos e amigas, com consentimento da família, onde embalados nos sons da juventude daquela época experimentei os primeiros goles e aprendi a apreciar Cuba-Libre (coca-cola com rum merino), Hyfi (vodka com fanta) e outras bebidas menos complicadas que as de hoje. Não se falava em cerveja ou vinho, isso era coisa de fim de ano, no Natal e no reveillon para os adultos. Tempo de ingênuas aventuras, das realizações, das boas amizades da meninice que a vida pela conquista individual de cada um acabou separando. A viva lembrança desses áureos momentos vividos na CIDADE DAS ROSAS será eterna para todos que viveram esses momentos, onde plantávamos sonhos, realizávamos desejos, mas reunir novamente a turma isso será impossível realmente. Assim ficam apenas as boas lembranças de um passado recente que não volta jamais.
Bons tempos àqueles que não voltam mais. Das matines de domingo nos cinemas Politheama e Municipal com películas de 16 milímetros em rolos com interrupção para uma boa pipoca, amendoim, paçoquinha, guaraná, balas paulistinha e chita. Tempos dos verdadeiros seriados que empolgava a todos e nos anos 70 com a inauguração do Cine Rivoli com filmes épicos inesquecíveis como Mary Poppins e outros.
Meus pais eram dos anos 50 e freqüentavam o Café Piemonte, o Bar do Perillo, a Sorveteria Íris, o Progredior dos Travaines, a Petisqueira, a Biondina, o Bar do Zé Japonês, a padaria Valenti e a Luso Brasileira, o Armentanno. Saudades do Bar do Agostinho que servia 24 horas o mais tradicional sanduíche de Bauru da cidade, do Atlético, do Clube Jaboticabal, da Mascagnni, do Lafranchi e tantos outros locais que hoje já não existem mais na cidade. Eles me falavam de um Cine Paratodos onde se conheceram e até chegaram a me mostrar onde ficava, mas a cidade acanhada como todas foram crescendo e se transformou para acompanhar o progresso das novas gerações em tempo moderno, onde a correria da vida, as batalhas do cotidiano, a luta do emprego e as novas conquistas deixaram o sabor simples da vida calma e tranqüila para enfrentar a agitação. O conjunto Os Bolsistas brilhavam com suas musicas da época e ainda continuam vivos no meu pensamento.Nas noites de sábado e domingo além das sessões de cinema, tudo terminava numa gostosa brincadeira dançante ao som de longplays, os bolachões de vinil girando nas terríveis sonatas em algum lar escolhido entre os amigos e amigas, com consentimento da família, onde embalados nos sons da juventude daquela época experimentei os primeiros goles e aprendi a apreciar Cuba-Libre (coca-cola com rum merino), Hyfi (vodka com fanta) e outras bebidas menos complicadas que as de hoje. Não se falava em cerveja ou vinho, isso era coisa de fim de ano, no Natal e no reveillon para os adultos. Tempo de ingênuas aventuras, das realizações, das boas amizades da meninice que a vida pela conquista individual de cada um acabou separando. A viva lembrança desses áureos momentos vividos na CIDADE DAS ROSAS será eterna para todos que viveram esses momentos, onde plantávamos sonhos, realizávamos desejos, mas reunir novamente a turma isso será impossível realmente. Assim ficam apenas as boas lembranças de um passado recente que não volta jamais.