quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

VOANDO ao Sabor do Vento....

Os anos 40,50 e 60 se passaram, mas os aviões daquela época provaram ser bons e a grande maioria deles está voando até hoje. É o puro voo clássico ao sabor do vento, sem muitos instrumentos, pequena potencia de motor aliada ao baixo consumo de combustível, pouca velocidade, mas com extrema sustentação. O piloto é parte integrante da máquina e sua pericia é o sucesso da operação, principalmente nas decolagens e pousos, pois a grande maioria deles possui trem de pouso convencional, que exige vasto treinamento nas mais diversas condições meteorológicas.  São poucos os que têm o privilegio de voar ao sabor do vento, pois os aviões evoluíram e o novo pessoal só conhece as novas máquinas. Mas nós antigos amantes daquela aviação nostálgica e clássica, apesar de termos experimentados depois, grandes e velozes aviões full equipados com a nova tecnologia embarcada, ainda temos circulando nas nossas veias o puro sangue dos Velhos Tempos. Aqueles bons voos visuais no nascer do dia e naquelas calmas tardes quase no por do sol com os TECO-TECOS. Confesso que até chegamos ferir alguns minutinhos a mais de luz, beirando o crepúsculo. 
Éramos felizes e hoje quando temos um TECO-TECO do nosso lado ainda somos felizes. Confesso que sou mais feliz ainda quando estou voando com meu Grumman AA-5 TRAVELER PT-IIN ou com o meu Piperzinho amarelo J-3 “CUB”, o PU-ERI.
Quem amou sua motocicleta na juventude, mais tarde, já com a vida feita, com condições e tempo livre vai querer voltar no tempo e aventurar-se novamente sobre duas rodas. Na aviação é assim também.  A vida em si só é assim, um vai e volta. Felizes aqueles que podem viver o tempo hoje curtindo coisas do passado.
Mas se eu curto minha emoção com minha visão clara de tudo, pretendo chamar a atenção dos outros, optando pelo eterno contentamento. Não sei se sou otimista demais, por natureza, formação, criação ou circunstancia. Posso apenas estar querendo observar o dentro e o fora na sensatez da vida, na realidade dos sonhos adolescentes, como tentativa de trazer outros aventureiros para o meu mundo cheio de graça e com momentos de esplendor. 
São tentativas para renovar o despertar dos interesses passados, cultivando o avião como instrumento que nos capacita ver que as coisas belas não acabaram e continuam cheias de encantamento. Para viver com alegria tem que acreditar que vale a pena viver a vida e essas emoções e que existem ainda modos de ser feliz e realizado. Tudo isso é possível quando se tem a oportunidade de VOAR ao SABOR DO VENTO...resgatando nossos valores, as nossas crenças e o nosso real desejo de ser feliz e realizado...pois é preciso seguir em frente com o nosso tempo, fazendo aquilo que curtimos e adoramos fazer. Penso que essa é a forma da longevidade...
Meu amigo Capt. William de Batatais-SP é também um amante dos Voos ao sabor do Vento. Não posso aparecer por lá com meu Piper J-3 que ele não desgruda da maquininha. Larga tudo que tem que fazer, para voar o TECO-TECO, com desculpa que a sua filhinha Jú é quem gosta do avião zinho.Rsssssssssssssss..............


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

DANÇANDO NA CHUVA.........

O ano mal havia começado. 03 de Janeiro 2013 estava indo tudo muito bom. O dia havia amanhecido lindo e prometia muito. Entre muita cerva gelada, muita descontração e diversificada comida o dia transcorria tranquilo. Quando se menos esperava o tempo virou. No final da tarde, o calor emanado durante o dia transformou a situação. O céu escureceu e os fortes ventos frios vindos do Oeste deixaram a tarde enegrecida. Ficamos temerosos e ainda bem que todos os aviões dos Aventureiros do Ar estavam Groundeados, ou seja, no chão como diz o nosso internacional amigo, Cmte. Waldomiro Moreira, primo do Mauro Moreira.
A Cerva fez muito sucesso ao ponto do Machadinho virar Fred Astaire Cantando na Chuva, com a sua criativa e teatral apresentação de dança na chuva, que lhe custou nos dias posteriores numa tremenda pneumonia aguda e quase acaba partindo para o além, para encontrar com o astro de Hollywood, muito além do guarda-chuva dos seus sonhos. Estávamos desatentos.
Minutos depois da tempestade de chuva e vento congelante tudo se normalizou, apesar da preocupação. Imaginávamos o que poderia ter acontecido com algum pequeno avião que estivesse voando do oeste para o leste, cuja trajetória de deslocamento era assustadora e não é que no outro dia soubemos de um bimotor que na região do Paraná provavelmente tenha passado por essa tempestade, causando sua queda, vitimando seus ocupantes.
Impossível enganar a maquina do tempo que atropela com toda sua fúria por onde passa. Tomara que isso não se repita. É muito assustador encarar essa situação inesperada, em um hangar a mercê dos fortes ventos uivantes. Não queremos que isso se repita. Preferimos os momentos alegres e as outras mais agradáveis e belas experiências pelas quais passamos.
Afinal depois da tempestade tudo continuou em festa... E que festa...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A Saga dos Aviadores (Histórico do Aero Clube de Rib. Preto) de FERREIRA CARDOSO, Sérgio

A Saga dos Aviadores (Histórico do Aero Clube de Rib. Preto)
de FERREIRA CARDOSO, Sérgio
Ano: 2000
Nº de Páginas: 244 pp.
 
Editora: Legis Summa
As terras férteis de Ribeirão Preto, que produziram o ouro verde e riquezas, custearam a experiências de Alberto Santos Dumont, compartilhando, pois, a invenção do avião. Também naquela que foi denominada a Capital do Café surgiu a 1ª. Família Aviadora do Mundo, em 1.939, a família Marincek. Desta família, Hélio Marincek foi um menino prodígio, uma vez que, em 1939, com 14 anos, fez a rota Araguari-MG ao Rio de Janeiro, em vôo solo, com escalas em Ribeirão Preto e São Paulo.De outra parte, fizeram história Nelson di Giovanni, Arlindo Del Lama, Leite Lopes, Cláudio Probst Jung, Carício J. Silva e Leandro Di Giovanni. Este livro relata, portanto, com precisão, a história da aviação de Ribeirão Preto, citando os pioneiros, homens e máquinas, a fundação e a consolidação do Aeroclube, as diversas aeronaves que por aqui passaram. Por estar na região, um capítulo é dedicado à Academia da Força Aérea de Pirassununga – o Ninho das Águias e sede da Esquadrilha da Fumaça.
Autor: Sérgio Ferreira Cardoso nasceu em Pratápolis-MG, em 27 de janeiro de 1.969. Morou em Guaxupé-MG e reside em Ribeirão Preto, desde junho de 1.991. Desde cedo, manifestou a paixão pela aviação, tendo fundado, em Guaxupé, o Clube Juvenil de Aeronáutica e Astronomia. Ali também foi um dos fundadores do “Paraquedismo Guaxuclube”. Teve uma coluna fixa sobre aviação nos jornais “Correio do Sudoeste”, “Folha do Povo” e o “Jornal da Região”. Publicou artigos em diversas revistas sobre aviação. Além do presente livro, publicou “Manual de Vôo do Aeronca 0-58B”, “Vôos Pioneiros” .
 
O livro 
A Saga dos Aviadores (Histórico do Aero Clube de Rib. Preto), de autoria do SÉRGIO FERREIRA CARDOSO é um verdadeiro testemunho da história do Aero Clube e de seus aviadores. Vale a pena ser lido pelos amantes da aviação. É um documento histórico que retrata personagens que não mais estão no nosso meio, mas deixaram verdadeiros capítulos que retratam bons tempos.
Dessa época, doces lembranças do nosso saudoso amigo, Cmte. Otamar e o Fairchild do ACRP que ainda em plena condição de vôo foi trocado por um bimotor Seneca da FAB para ser preservado, estando hoje no Museu da Aeronáutica no Rio de Janeiro. Para ilustrar, fotos do avião e do Otamar.