terça-feira, 30 de junho de 2009

Cmte. William, o PILOTO DAS ÁGUAS.

Cmte.William e seu "BANANINHA", onde tudo começou....












Cmte.William, O PILOTO DAS ÁGUAS.






































Cmte.Delfino,Cmte.Waldomiro,Paula do HOTEL JAGUARA,Betty e Fátima.

























































































Betty e amigas voando com o Cmte. William no seu LAKE RENEGADE.










Cmtes. OSMAR e Marcos MIYZAKI em vôo panorâmico com o Cmte. William.
















Betty e Delfino.

Cmte.William com seu LAKE RENEGADE-250 na praia do Hotel Jaguara e o Cmte Brucce.

O meu amigo Cmte. William Estevan Teles, desde pequeno iniciou seus primeiros vôos com um ultraleve com motor Rotax-503 adaptado por ele e com ajuda e incentivo do pai, com flutuadores tipo BANANIHA que transformavam o biplace em um monoplace na água e assim iniciaram-se suas aventuras aero anfíbias. Ainda jovem foi progredindo e adquiriu um anfíbio Microleve Corsário com motor Rotax-618 no CLUBE CÉU no Rio de Janeiro-RJ e as aventuras e expedições aquáticas foram mais longe. Deixou por um tempo os ultraveles anfíbios, pois tinha um longo translado com eles de Batatais-SP(SDBA) até o Rancho da Família, localizado próximo a balsa de Cássia a Delfinópolis-MG nas águas da Represa de Peixoto. Partiu para a aviação homologada. Inicialmente como Piloto Privado e posteriormente como Piloto Comercial, pois via a necessidade de dar prosseguimento ao trabalho iniciado por seu pai, Ruy Teles, com a Oficina de Manutenção de Aeronaves Hangar-2 em Batatais-SP que vinha de longo tempo. Sabia do sonho do pai em constituir uma Aviação Agrícola paralela a oficina de manutenção. O pequeno William tornou-se ainda jovem, freqüentador assíduo da oficina e começou a trabalhar com o pai e em todas as oportunidades que teve, esteve enfiado dentro de algum avião que vinha para revisão ou durante os vôos de experiências, após manutenção. Tornou-se amigo incondicional dos pilotos que freqüentavam o hangar de manutenção, os quais passaram a transmitir seus conhecimentos para o curioso garoto. Teve a sorte de voar quase todos os aviões que apareceram na oficina e com a conclusão do seu curso de PP-Piloto Privado, seus horizontes ampliaram. Tornou-se profissional após o curso de PC-Piloto Comercial, obtendo as licenças de MLTE- Aeronaves multimotoras e posteriormente PAGR- Piloto Agrícola. Seu pai, vendo futuro na sua dedicação e amor pelos aviões, acreditou no seu sonho e iniciou a AGROTELES AVIAÇÃO AGRICOLA LTDA, onde além de Diretor-Presidente trabalha também como Piloto Agricola, cuidando paralelamente do gerenciamento da Oficina de Manutenção Hangar-2. Nesse meio tempo, já tinha adquirido alguns monomotores, mas queria voltar para a água, onde era um eximinio piloto de JET-SKY, LANCHAS e tudo que flutuava, mas não tinha o sabor da aventura de sair da água e alçar vôo, como na sua iniciação aero anfíbia. O Ruy foi mais que pai, foi um amigão que deu força, acreditou,ensinou e encorajou o filho a ir em frente. O William queria voltar a voar na água e ter um anfíbio no Rancho para curtir seus fins de semana, onde a lancha e o Jet Ski não estava agradando muito, pela experiência obtida com os vôos da “Bananinha Flutuante” do passado. Eu tinha naquela época um anfíbio Corsário, biplace, o PU-ELT com motor Rotax-618, igual ao que ele teve no passado, mas tinha medo de voar na água por falta de experiência e acabei vendendo meu ultraleve para ele. Senti novamente o Cmte. William feliz e realizado com o Corsário no seu rancho para seus vôos cheios de aventuras, mas sabia que ele não ia ficar nisso. Conhecedor dos seus anseios sentia que ele precisava ter um anfíbio maior, de 04 ou 06 lugares para poder curtir com os amigos as mesmas alegrias e realizações que sentia ao voar essas máquinas e para voar mais longe,encurtando também o tempo de translado de Batatais-SP(SDBA) para as águas do Rancho.
Não demorou muito apareceu na sua vida o anfíbio dos seus sonhos, o LAKE RENEGADE-250, o “Julieta”, PT-LIM de 06 lugares. Foi amor a primeira vista e o William tornou-se o PILOTO DAS ÁGUAS, seu mundo havia se transformado novamente.
Nesse final de semana estivemos juntos, no 1ºEJUL-Encontro de Ultraleves de Jaguará-2009 onde compareceram muitos amigos e seus aviões . O Cmte. William e seu LAKE RENEGADE foi o astro das festividades abrilhantando com seus vôos anfíbios panorâmicos, presenteando os amigos, a partir da praia do Hotel Jaguará, centro das atividades durante o evento realizado nos dias 26,27,28/JUNHO/2.009. Lá estive com minha esposa Betty no PA28-A EMB TUPI, PT-VFH do Aero Clube de Batatais, operando em SNJW- Pista do Parque Aquático de Jaguara – Represa de Jaguará.

domingo, 28 de junho de 2009

VIºEncontro de Ultraleves de Monte Alto-SP,2.009.

Cmte. Walter Nicolielo,Laerte Uliam e amigos.

Cmte.Celso Calegari,Delfino,Ariranha e Mudinho.






R
Tradicional remédio para dor de dente.







Cmte.Mauro Moreira,Celso Bunemer e Delfino.








Cmtes:Celso Bunemer(SJRio Preto-SP),Betty e Cmte Waldomiro (S.Paulo-SP)













Confraternização








Eng.James Whitehouse da AEROALCOOL,projetista do Experimental QUASAR LIGHT e o Cmte. Garcia.











Prefeita de Monte Alto, preparando-se para seu 1ºSALTO DUPLO e ao lado do seu esposo.










BETTY e Cmte.OSMAR MOLEZINI









Está nascendo um novo avião EXPERIMENTAL em Bebedouro-SP

















Da esq.p/dir: Cmtes,Waldomiro,Delfino,Madeira,Rogério,Benedetti,Diego,Ronaldo Melo e agachado:Cmte. Paraiba.








Churrascão e os amigos Cmte.Paraiba,seu JEG co-piloto e Rogério de Guaxupé-MG

Amigos em Monte Alto (SDMO).



Delfino e a Prefeita de Monte Alto(SP)

Aconteceu nos dias 16 e 17 de maio de 2.009, o VIº ENCONTRO DE ULTRALEVES DE MONTE ALTO-SP, o qual e promovido anualmente pela Associação Aerodesportiva Monte Alto. Foi um congraçamento de amigos, que ali se reuniram com seus aviões num encontro festivo. Como atrativo das festividades comemorativas ao aniversário da cidade, comemorado na mesma ocasião, estiveram presentes os amigos pára-quedistas do SKYDIVE IBITINGA (www.skydiveibitinga.com.br), família Juninho,Renato e Neto e amigos integrantes da sua equipe juntamente com o pessoal do SKYDIVE RIBEIRÃO PRETO (skydiveribeiraopreto.com.br) do amigo pára-quedista Marcelo Longo, sua equipe e seu Cessna-180, o PT-BMG “ Black Bird” pilotado pelo Cmte. Fábio Barbosa. Na ocasião o Marcelo Longo realizou um SALTO DUPLO com a Prefeita da cidade, marcando a integração com a administração municipal e os usuários do aeroporto Cmte. Izidoro Nunes (SDMO). Foi oferecido pelos integrantes da Associação Aerodesportiva Monte Alto, um jantar festivo aos participantes do evento no sábado (16.05.09). O amigo Cmte. Celso Calegari, ofereceu o tradicional e tão procurado remédio para dor de dente, sabor limão e maracujá, muito apreciado pelos pilotos após o pouso definitivo e no encerramento das atividades aviatórias. Combustivel necessário para o bate papo alegre e descontraido. Dezenas de aeronaves estiveram persentes nos dois dias do evento.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Felizes os homens que tem a vocação dos pássaros.


Independente de qualquer outro ponto de vista, esquecendo muitas vezes os próprios regulamentos, nos momentos de decisões o poder se encontra em nossas mãos. Essas mesmas mãos que firma o comando e cria a maturidade que permite o vôo, que eleva o avião no ar com um gesto tão suave.
O tempo em constante aceleração cobra do homem que voa uma gama de decisões momentâneas, cujas soluções estão expostas e fatalmente devem ser tomadas, pois voar acima de tudo é um dom, algo que nasce com o aviador. São comungar todos os dias os infinitos mistérios do céu. É estar preparado, confiante e seguro, afinal nem todo ser humano é corajoso, mas o aviador nato entende que as dificuldades são feitas para serem vencidas, não as vendo como barreiras, mas sim como trampolins que nos impulsionam, obrigando-nos a superá-las.
O homem que voa não pode ser comparado aos outros de vida comum. Na sua caminhada, nessa difícil escola da vida onde o fundamental é a auto confiança, o aviador não se pode julgar que sabe tudo, sendo bom demais, mas que esta sempre aprendendo, por isso não é tão ruim assim. Ele deve trilhar a dura linha do meio, sem jamais se convencer que é tão bom, pois fatalmente se dará mal.
Cada aviador particularmente deve conhecer suas limitações e também a própria limitação da maquina. A autoconfiança e a humildade são duas qualidades do verdadeiro homem que voa trilhando a difícil linha do meio. É uma virtude, a meio caminho entre a perfeição solidamente edificada no mais alto nível e o razoável existente nos níveis inferiores dessa atividade técnica.
Quando temos a confiança e a humildade, o mundo nos pertence ou parece nos pertencer de formas concretas, cheias de realizações pessoais. Quando não as temos, de nada adianta a nossa inteligência e magnitude da nossa máquina, que dificilmente conseguiremos chegar próximo da perfeição.
Se analisarmos bem, perceberemos que todos nós somos seguros em alguma coisa. Não somos bons em tudo e nem poderia ser de outra forma. A diferença básica entre os aviadores extremamente seguros e os outros estão na maneira como os primeiros encaram o fracasso. A autoconfiança não necessariamente significa que iremos fazer tudo certo. Significa que, quando nos deparamos com algum problema difícil, sabemos que com algum trabalho, poderemos superá-lo.
Dessa maneira a confiança aumenta com as horas de vôo e nós descobrimos que o importante em certas situações é não errarmos. Na aviação tudo é uma questão de sobrevivência, onde não pode existir o erro. Assim se estuda e treina diariamente, pois o verdadeiro aviador amanhece e vai dormir pensando aviação.
Com toda sensatez do mundo nós aviadores um dia paramos no tempo para analisarmos a nossa vida, e ao fazermos um balanço geral da nossa aviação, descobrimos que pelo menos para nós foi gratificante ter escolhido essa profissão tão arriscada. Descobrimos que somos livres e felizes acima de tudo, por que nós conseguimos entender perfeitamente os aviões, as máquinas com que voamos. Esta liberdade é que nos proporciona a condição de irmos aos mais longínquos pontos, onde só o avião e o pensamento conseguem chegar. E assim, enfrentando os mistérios desse magnífico e infinito céu pudemos conhecer pessoas, fazer centenas de amigos, deixar uma boa imagem da aviação por onde estivemos.
Entretanto tudo tem o seu preço. Nessa doutrina de vida de aviador passamos a maior parte dos nossos dias longe de casa, longe dos familiares que acabaram aprendendo a conviver sozinhos. Às vezes sem muito conforto, em meio à solidão, distante de tudo e de todos a calma nos ensinou que isso fazia parte da profissão que havíamos escolhido.
Derrepente você está aqui e agora. Algumas horas depois você está tão longe e nem tudo é um mar de rosas, mas aprendemos a conviver com a turbulência, a enfrentar os nevoeiros e a se safar do mau tempo, nosso maior inimigo. Mais talvez que qualquer outro ser humano, o aviador acaba desenvolvendo o espírito de decisão em intima ligação com a vontade que comanda sua atenção, esforço e dedicação, virtudes essenciais que demonstram qualidades de quem voa.
O tempo passa rápido e ao recordar o passado, refletindo sobre nossa vida veremos que nem tudo se passou em nuvens brancas, mas a sorte esteve sempre ao nosso lado, porque muitos por muito menos já se foram, deixando suas experiências e recordações em nossos corações. Seus erros, no gerenciamento das situações difíceis não foram perdoados. No cotidiano, uma busca muito longe da realidade, quem sabe a falta de tranqüilidade e o objetivo obscuro, podem ter sido a falta estrutural e a perda intima da sua capacidade de pensar e agir corretamente. Afinal nós tivemos os fatores sorte aliados às lições de vida, pois conseguimos encontrar a felicidade com tão pouco, num caminho que se identificou na nossa razão de vida cheia de sacrifícios, porém abençoada. Deus certamente foi o nosso maior co-piloto nessa caminhada pelo tempo e espaço, nem sempre num verdadeiro céu de brigadeiro. O preço pago pela sobrevivência foi muito alto e acabamos vendo que estivemos suscetíveis também a falhas, que estivemos bem próximo do fatídico.
Em especial, os que voam por amor a profissão abraçada sabem que aviação não deixa ninguém rico como se imagina. Viveu-se, onde o único tesouro adquirido foram as grandes amizades cultivadas aqui na terra. Assim nesse vai e vem a meio caminho entre o céu e a terra, com o passar do tempo, onde nós envelhecemos gradativamente, temos que dar lugar aos mais novos e desejar-lhes a boa sorte que sempre esteve ao nosso lado.
O bom aviador é aquele que continua vivo. Aquele que conseguiu superar a lei natural das coisas, conseguindo acumular um admirável numero de horas de vôo e esteve enfrentando durante longo tempo de uma ou de outra forma, os mistérios do infinito azul que nos cobre.
Nossa maior riqueza é que continuamos voando, apesar dos riscos enfrentados em cada empreitada da nossa vida. Obtivemos a maior gratidão que é a liberdade, a mesma que tem os pássaros e assim podemos dizer com orgulho, ainda estamos vivos. Valeu a pena ter sido aviador.


terça-feira, 28 de abril de 2009

AMIGOS PARA SEMPRE.

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A DESCOBERTA DE UM NOVO CONCEITO DE VOAR.




De volta aos bons momentos do passado, transcrevo abaixo na integra a Reportagem publicada na Revista AVIAÇÃO EM REVISTA Ano 56(1993), nº608 ( a mais antiga publicação aeronáutica,desde 1938), com o titulo Aviação Desportiva: DEPOIMENTO: ULTRALEVE ,A DESCOBERTA DE UM NOVO CONCEITO DE VOAR.
No dia 18 de abril de 1993 a SINOS Corporação Aeronáutica Ltda, que representa no Brasil a AVIATIKA, russa, trouxe para Araraquara (SP) duas aeronaves de demonstração modelo MAI 890, ultraleve biplano, monoplace, realizando demonstração técnica da aeronave para pilotos da aviação geral, pilotos desportivos de ultraleves interessados em conhecer essa nova máquina, que se encontra hoje disponível para venda no mercado.
Nunca, em nenhuma ocasião, um ultraleve despertou o meu interesse. Vivia fugindo deles. O MAI-890 da AVIATIKA me fascinou muito e logo a primeira vista me encantei pela perfeição do projeto.
Após verificar os detalhes técnicos da construção, aerodinâmica, robustez, performance e alta tecnologia aeronáutica empregada pelos russos aceitei o convite para realizar um vôo.
O MAI-890 está enquadrado na categoria ultraleve, mas prefiro chama-lo de um aviãozinho leve após ter voado.
Não sei se você pode se apaixonar tanto assim por uma máquina, mas a realidade é essa para quem voa o avião pela primeira vez. Muito compacto, robusto, extremamente hábil e dócil de comandos e também muito fácil de voar. De ascensão rápida, perfeitamente seguro e confortável. Totalmente acrobático você tem o comando o tempo todo em qualquer posição da aeronave.
Diria até que é um aviãozinho ideal para iniciantes, pois aceita erros de pilotagem e pousa praticamente sozinho, bastando colocá-lo em atitude de pouso. Seu trem de pouso triciclo extremamente forte torna praticável o pouso em qualquer tipo de pista. Mesmo em terreno ligeiramente acidentado ou na grama, a operação é muito confortável para o piloto em comando. Tem excepcional característica de pouso e decolagem curta.
A visão para quem está voando é total e a maior tranqüilidade é que todas as inspeções técnicas de manutenção são realizadas visualmente.
Se você ainda não voou o aviãozinho, procure fazer um vôo. Você vai acabar descobrindo um novo conceito em voar !
NOTA inserida em 28ABR2.009: Naquela ocasião quem representava essa aeronave produzida pela AVIATICA-Russa e distribuída pela SINOS é a extinta FREE WINGS REPRESENTAÇÃO e ASSESSORIA AERONÁUTICA de Araraquara do piloto de ultraleves: Sr. Miguel Felício. Hoje proprietário da POWER WING e ALPHA- Manutenção de Aeronaves e construção de kits, instalada em Tatui-SP (
www.powerwing.com.br), o qual tem um MAI-890 Biplace que fora meu, o saudoso PU-JMS.
Quem esteve em Araraquara-SP (SBAQ) em 1.993, demonstrando a aeronave, inclusive realizando inúmeras manobras acrobáticas com a mesma, foi o Cel.AV. Gustavo Albrecht, hoje reconhecido Presidente da ABUL
(
www.abul.com.br), o qual me concedeu a oportunidade de realizar esse inesquecível vôo. Alimentei por muitos anos o sonho de ter um MAI biplace e depois, com muito sacrifico consegui possuir um, cuja historia esta incluída nesse blog.