sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Um café a bordo do Boeing 737-200 do Capt. Capistrano...

Não existe lugar melhor para se tomar um café confortavelmente do que o Boeing 737-200 do Comandante Capistrano, transformado em um salão de festas....E ninguém mais que o Capistrano para gostar de festas. Faz questão de mostrar suas relíquias. Seus dois Boeings 737 200, abertos ao publico.  Recinto próprio ao estilo aviador, a sua festa pode ser planejada ali mesmo, nesse ambiente confortável e agradável. Basta negociar com o Capi.
Algumas filmagens de documentários e comerciais para a televisão já foram realizadas a bordo das duas aeronaves,  inclusive treinamentos de Comissários (as) de Voo, aniversários, casamentos, etc...
Recentemente estive lá a convite do querido amigo Capi, para tomar um café da tarde a bordo do seu Boeing 737-200 Cargueiro da VASP, transformado em um agradável Salão de Festas. Passamos bons momentos juntos e lógico, falando de aviação e relembrando nossas vidas de aviadores...
Estar dentro de um avião preservado deixa um clima de nostalgia  e tranquilidade, cujo ambiente transmite tantas emoções é uma volta ao passado !







Se você tem um  sonho ou um motivo para comemorar dentro de um avião,  a bola da vez chegou e está em Araraquara-SP. Os aviões extremamente preparados e demais infraestrutura para aluguel, estão na sua chácara carinhosamente apelidada pelo próprio Capi como  “A Chácara do Piloto” !

Gostou fale, negocie  e agende com o Capt. Capistrano e Boas Festas!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

CADA QUAL NO SEU TEMPO ! Ufa...Cheguei aos 65 anos ...

Hoje 31 de Janeiro de 2019 ao receber a benção de Deus por estar completando meus 65 anos de vida, 47 anos voando, acordei inspirado, alegre e feliz! Ainda estou vivo apesar de tudo que passei na minha vida e com toda essa felicidade, tomando o primeiro café do dia, aproveitei para fazer uma longa reflexão da minha gratificante vida de Aviador e Ser humano acima de tudo. Encontrei tempo no tempo para recordar dos meus amigos alados, pioneiros como eu. Lembranças dos que partiram de uma forma ou outra e dos que estão ainda vivos, sem parar e sem descansar, à beira do caminho voando. Não vou citar nomes para não deixar alguns no esquecimento, pois foram milhares que comungaram comigo bons momentos, fazendo parte dessa grande aventura gratificante, diante do que conseguimos construir durante a nossa vida.
Com certeza eles também se lembram de mim e isso é que é o importante em uma verdadeira e desinteressada amizade. Nós tivemos a sorte de ingressar na aviação, ainda num tempo em que os fazendeiros faziam questão de ter um avião. Ou por luxo ou por própria necessidade, ou mesmo por status. Nos anos 70 das nossas vidas, não havia comunicação fácil, as fazendas estavam sendo abertas longe e o avião supria essa necessidade com maestria absoluta. Você saía da escola com o PPzinho no bolso e já tinha um monte de chaves de aviões te esperando, para voar. A necessidade fazia com que a experiência viesse com o decorrer do tempo e com a sorte. Uma vez brevetado, emprego garantido...
O aviador passava a fazer parte da família do patrão e era pau para toda obra. Pilotava, dirigia, auxiliava...Tudo isso fazia parte do jogo e o reconhecimento era grande, bem familiar.
Assim era a aviação daquela época nostálgica que não volta mais. Estávamos na era dos monomotores e pequenos bimotores para os mais abonados, de Cessna 170 a 210 os Campos de Aviação estavam repletos de aviões, muitas vezes estacionados na grama, por falta de lugar nos antigos hangares oriundos da Campanha da Aviação Dê Assas para o Brasil. 
Tudo era glamoroso, desinteressado e os aviadores aventureiros já nasciam com vocação pelo voo. Os Aéro Clubes eram as maternidades, onde os pilotos nasciam, cresciam, ganhavam asas e decolavam nas suas carreiras. Aí chegou a resseção de 1975, quando o governo proibiu a importação de aeronaves para favorecer a indústria brasileira que estava nascendo. Começamos a engatinhar de novo. Trocar os Cessnas desbravadores, brutos para os trabalhos pesados das fazendas  por Coriscos, Cariocas, Minuanos e Sertanejos entre outros tantos ficou provado com o tempo que o caminho não estava muito certo para o seguimento, mas fazer o que, se a importação das aeronaves estava fechada. Tudo isso num tempo incerto aconteceu até mesmo com muito sacrifício e algumas perdas humanas...Dessa forma a humanidade continuou caminhando, diante das transformações para chegar onde estamos.
Quantas saudades, quantas alegrias deixadas pelo tempo, que só os pilotos pioneiros, hoje chamados Velhas Águias sabem avaliar. Nós somos da Velha Guarda, até mesmo esquecidos e com muita pena sentimos que a memória histórica da aviação em boa parte foi jogada ao tempo. Entretanto continuamos vivos para relembrar nossa época e com orgulho podemos dizer aos mais jovens que somos sobreviventes da grande construção dessa aviação épica, que ainda não está terminada e que nos custou tantas fadigas, tantas incertezas, tantos sacrifícios. Fizemos a nossa parte, ágora é a vez deles !

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

SKYDIVING FEST-2019 JABOTICABAL-SP...Convite !



AERONAVES a VENDA....

Nosso amigo Rudolph, residente no Condomínio Aeronáutico Vale Eldorado se especializou em vendas de aeronaves,na transferência, translados, licença de Estação, RIAM e Seguro Aeronáutico RETA.
Aqui estão selecionadas algumas das aeronaves comercializadas pelo Rudolph.
Entre elas o Piper J-3 Experimental que no passado foi de minha propriedade e só nos deu alegria e satisfação com seus inesquecíveis e memoráveis voos. Esse eu conheço e assino embaixo.











quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

JABOTICABAL- SP JÁ OLHOU PARA O CÉU.....1967

Jaboticabal- SP já teve seus dias de gloria. Em Julho de 1967 aconteceu o inesquecível IVº Campeonato Brasileiro de Pára-quedismo. Foi destaque no caderno de turismo do Jornal O Estado de São Paulo, na sua edição de 07/Jul/1967 quando circulou a noticia em primeira mão, dos preparativos para o Campeonato Brasileiro. Nossa cidade já possuía um Clube de Pára-quedismo, O CPJ – Clube de Pára-quedismo de Jaboticabal-SP, cujos pára-quedistas jaboticabalenses já vinham treinando a algum tempo para participar do Campeonato Brasileiro.
Uma semana antes do acontecimento o Jornal OESP mandou para Jaboticabal-SP seu enviado especial, o Jornalista: José Luiz  de Oliveira Mello, para fazer a cobertura dos preparativos para o Evento e no dia 07.07.1967 o Caderno de Turismo, Suplemento do Jornal O ESTADÃO nº 55, circulou pelo Brasil inteiro noticiando o IVº CAMPEONATO BRASILEIRO DE PÁRA-QUEDISMO que aconteceria na cidade,  a qual estaria completando no dia 17.JULHO.1967, 139 anos.
O Campeonato Brasileiro começaria no dia 08 e se estenderia até o dia 16/Julho. A cidade já estava repleta de visitantes, os hotéis completamente lotados, clubes, restaurantes, bares e outros Points da City estavam repletos e as Delegações de Pára-quedistas iam chegando e tomando conta da , que queria olhar para o céu.  O aeroporto totalmente reformado estava lindo. Muito ronco dos 2 aviões Cessna-195, com seus estridentes motores radiais. Tudo pronto e preparado com o apoio da Prefeitura Municipal e do Aéro Clube. Havia sido planejada toda a infraestrutura, com a orientação da UBP – União Brasileira de Para-quedismo, que mandou seus dirigentes para Jaboticabal-SP, auxiliando na organização do evento. Nunca antes algo daquela categoria havia sido realizado. 
.                  Naquela época eu tinha 13 anos e já circulava em minhas veias o sangue pela aviação. Lembro-me que estava no CINE MUNICIPAL, onde havia um painel. Desenho  com a frente de um avião Teco-Teco onde uma hélice aeronáutica de madeira girava lentamente impulsionada por um motor elétrico, que certamente foi trabalho do Totó e do Mané Kilowat. Era o mesmo desenho do cartaz alusivo ao IVº CBP que foi distribuído pela cidade naquela época. Numa certa noite, com os amigos de infância, antes de entrar para uma sessão cinematográfica, como era de costume tomávamos um tradicional copo de suco de laranja, no barzinho existente na entrada do cinema, quando encontramos lá o Totó com o Jornalista do Jornal OESP. O porteiro do Cinema era o Sr. Trinca e quem vendia os bilhetes era o Juca....
Como ele estava visitando a cidade para anotar no seu Caderno de Turismo os pontos atrativos, no outro dia por mero acaso acabei encontrando o mesmo jornalista no CLUBE JABOTICABAL, dessa vez  junto com o BETO MERENDA, que entre outros jaboticabalenses, além de piloto privado era um dos integrantes da Equipe de Pára-quedismo de Jaboticabal-SP naquela época, formada anos antes pelo incentivo do ACJ, que contratou o instrutor de pára-quedismo francês  BERTHRAND e seu auxiliar o TATÁ, que se não me falha a memória era parente da família Avelino Geraldis. 
Uma fatalidade que marcou o IVº Campeonato Brasileiro de Pára-quedismo em Jaboticabal-SP, foi o trágico acidente automobilístico na via de acesso ao aeroporto, onde acontecia o Campeonato. Vários familiares da Família Tódaro que estavam em uma Kombi, vindo a colidir com outro veiculo,  perderam a vida na entrada do aeroporto.

Eu ainda um adolescente tive o prazer de conhecê-los e guardo boas lembranças dessa dupla que incentivou e que impulsionou o esporte do pára-quedismo na minha querida "CIDADE DAS ROSAS". Foram meus ídolos, meus heróis...

Os comerciantes da nossa ATHENAS PAULISTA, CIDADE DA MUSICA e CIDADE DAS ROSAS se uniram e colaboraram com o IVº CBP e graças a essa ajuda  a cidade viveu  intenso momento turístico, com ao chegada de visitantes e dos pára-quedistas do Brasil inteiro. Estavam por todos os lados, além do Campo de Aviação e após o encerramento das atividades de salto lotavam a Cantina Capri, Biondina, Progredior, Petisqueira, Luso-Brasileira e outros points. Houve uma integração popular, coisa maravilhosa. As garotas da época rodeavam os pára-quedistas. Muitos bailes aconteceram na cidade. 
Sabe por que eu amo tanto essa cidade, onde nasci, cresci e me formei. É justamente por ter vivido intensamente esses áureos momentos de gloria. Pena que esses momentos dourados não voltam mais. O conjunto OS BOLSISTAS estavam no auge e sempre que podia ia ao Clube Municipal vê-los nos ensaios.
Posso dizer que tive o prazer, a satisfação e a glória de ter vivido esse tempo maravilhoso.
Durante os dias que antecederam o IVº Campeonato Brasileiro de Pára-quedismo, com os saltos de treinamento dos pára-quedistas, para reconhecimento da área e mesmo durante a competição o Astro Sol ajudou bastante e dois aviões Cessna-195 com seus motores radiais agitou o céu da CIDADE DAS ROSAS, com  estridente ronco. Eram eles o PT-ABZ do  Grissi (Domingos Grissi) e o PT-BIK do Bicho de Pé (Moacyr Antunes Mendonça), que vieram de São José do Rio Preto-SP, para dar suporte técnico nos lançamentos. Foram dias de muita festa e muitas glorias. O Campo de Aviação ficava lotado e aquilo para mim era incrivelmente maravilhoso. Naquele momento descobri que um dia seria um pára-quedista como aqueles ídolos que ali estavam, com os quais convivi e não foi diferente. 
Nada é por acaso, em 1971 estava eu lá em cima, havia me tornado pára-quedista, inspirado nesses pára-quedistas de 1967. Só que desta vez no céu de Piracicaba-SP, realizando meu 1º Salto de pára-quedas. Em seguida, iniciando minha carreira na aviação em 1972.
Boas lembranças, grandiosos e inesquecíveis dias...Precisamos saber descobrir o que existe de bom, verdadeiro e belo em cada fase de nossa vida. Acho significante olhar para trás, pois estimula nossa existência terrena. A verdade que toda parte de nós, da nossa existência teve todas as idades. As idades de incerteza, de glorias e de conquistas.
Saber ser criança quando é apropriado ser criança. Ser jovem quando o momento é jovem e Velho que sabe das coisas, quando é apropriado ser um Velho Sábio.
Sou tão feliz que consigo relembrar tudo que foi e imaginar tudo o que posso ser ainda. Eu vivi esses momentos especiais. Fui um cara de sorte. Assim não tenho inveja de ninguém na fase em que está hoje, pois já tive todas as idades...percebeu?
A vida é cheia de pequenos milagres...Boa sorte a todos, Sonhar e realizar os Sonhos faz parte das nossas vidas .Você pode !